Travar a Crise
via garantias de créditos, incentivos fiscais e investimento público, depende também das políticas das empresas. 

Cortar demasiado em marketing e publicidade, em vez de selecionar os investimentos, é um erro. O efeito multiplicador (para cima e para baixo) do marketing e publicidade, no caso de fraco investimento, agrava a situação da empresa e, pior, hipoteca o seu futuro.

A crise pode agravar-se a muito curto-prazo. A medida mais eficaz tomada pelo Estado será aquela que produzir efeitos mais rápidos. Um bom exemplo é o pagamento das dívidas do Estado e das empresas públicas, cujos efeitos são já significativos.

O mesmo devia ser aplicado às autarquias cuja dívida tem a mesma dimensão.

Se vencermos a resignação atávica e a auto-desculpabilização, e  procurarmos activamente novas soluções imaginativas a crise é superável.